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ROBERT PLANT TRAZ TURNÊ MUNDIAL “RUGIDO DE OUTONO” AO RIO DE JANEIRO
Um dos artistas mais influentes da música moderna revisita raízes folk, blues, gospel e country em show baseado no álbum “Saving Grace with Suzi Dian”, dia 21 de maio, no Vivo Rio
Pré-venda exclusiva para clientes Vivo se inicia no dia 3 de dezembro, a partir de 11h; venda geral para o público começa no dia seguinte, no mesmo horário
Patrocínio da apresentação no Rio é da Heineken e do C6 Bank
O Vivo Rio recebe, no dia 21 de maio, uma apresentação única de Robert Plant, cantor cuja carreira atravessa mais de cinco décadas e cuja voz permanece uma das mais reconhecíveis do século. O show integra a turnê mundial “Rugido de Outono”, concebida a partir do álbum “Saving Grace with Suzi Dian”, lançado em 2025. Antes de chegar à capital fluminense, o músico inglês se apresenta em Porto Alegre e segue depois para o C6 Fest, em São Paulo. Clientes Vivo terão pré-venda exclusiva em 3 de dezembro, às 11h, enquanto o público geral terá acesso a partir do dia seguinte, no mesmo horário (informações completas no serviço abaixo). A apresentação tem patrocínio da Heineken e do C6 Bank.
O projeto “Saving Grace” nasceu de forma despretensiosa pouco antes da pandemia, quando Plant começou a explorar com mais liberdade um repertório íntimo e pouco conhecido, guiado por influências profundas do folk, blues, gospel e country norte-americanos. A partir dessa pesquisa, buscou um formato de show acústico e artesanal para ressignificar tanto canções próprias quanto composições de artistas que o marcaram ao longo da carreira. Foi nesse contexto que se uniu a Suzi Dian (vocais), Tony Kelsey (mandola, guitarra e banjo), Matt Worley (banjo e guitarra) e Oli Jefferson (percussão), construindo uma sonoridade íntima, crua e sem artifícios. Embora Plant seja de longe o nome mais conhecido do grupo, ele vê o projeto como uma empreitada coletiva.
“É um grupo impressionante. Não consigo expressar o quanto me sinto sortudo”, destacou Plant no release de divulgação da turnê.
A presença de Suzi Dian, em particular, molda o contorno expressivo do projeto. O cantor observou que buscava uma voz feminina capaz de pairar acima de seu registro, oferecendo um eixo melódico que intensificasse e suavizasse ao mesmo tempo. “Eu sabia que precisava de outra voz em muitas dessas músicas. Onde estava a voz feminina? Onde estava a doçura acima do meu registro? Eu já conhecia a Suzi, ela tinha sua própria banda e é uma grande cantora”, recorda.
Os integrantes se uniram por um amor compartilhado pela música de raiz, tanto a tradicional quanto a contemporânea. Assim como Plant, eles têm interesse em explorar de onde essas tradições surgiram e como evoluíram, além de descobrir de que forma poderiam revitalizar a música que sempre amaram.
Essa sensibilidade se reflete no repertório, que inclui desde canções tradicionais, como “The Soul of a Man”, de Blind Willie Johnson, até pérolas menos óbvias, como a épica “Everybody’s Song”, da dupla cult Low, e a pastoral “It’s A Beautiful Day Today”, do Moby Grape. Músicas de Martha Scanlan, Sarah Siskind e Neil Young aparecem em leituras que preservam o espírito original, mas ganham outra dimensão na interpretação da banda. Em meio a esse roteiro, Plant revisita ainda clássicos do Led Zeppelin — “Four Sticks”, “Friends” e “The Rain Song” — não como exercícios de nostalgia, mas como oportunidades de examinar a arquitetura dessas composições à luz de outra estética. Ele próprio descreveu o projeto como “um cancioneiro de achados e perdidos”, um arquivo afetivo que reúne canções que o acompanharam por décadas, mas raramente foram apresentadas em público.
Desde 2019 na estrada, percorrendo cidades da Europa e dos EUA, o grupo lançou em 2025 o primeiro álbum de estúdio, “Saving Grace with Suzi Dian”, concebido a partir de gravações realizadas em celeiros e espaços abertos. O disco foi elogiado pela crítica por sua elegância contida e pela habilidade de Plant em transitar entre tradições díspares sem reduzir nenhuma delas a uma caricatura. O trabalho combina folk psicodélico, blues do deserto do Mali, texturas celtas e referências árabes em uma fusão que, segundo o New York Times, “reconfigura os elementos musicais favoritos de Plant”.
Acostumado a lotar estádios e arenas, o cantor parece ter encontrado nessa formação uma espécie de renovação espiritual. “O que realmente me impressiona é esse novo mundo vivo do que quer que seja essa música. Ano passado tocamos no Cambridge Folk Festival. Com essa mistura de sons, canções e vozes, qualquer lugar é o caminho para seguir adiante. Não estou cansado disso”, conclui.


